
segunda-feira, 21 de abril de 2008
saudades

sexta-feira, 18 de abril de 2008
Em torno de um só momento!
Para quê alicerçar aos meus sonhos mais 2 segundos de espera? Para quê continuar a aquecer as infímas esperanças?
A verdade é que as (minhas) estrelas vão deixando, uma a uma, de brilhar e múltiplas sombras atacam e marcam o encanto que me dá cada linha daquele rosto!
Continuo de boca amordaçada...
Continuo com as mãos amarradas...
Continuo a ter frio...
Ricardo Lima 12ºE Nº 12
(a bad day...)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
«DEIXA QUE TE LEVE... ASSIM... TÃO LEVE»
Paulo Gonzo & Lúcia Moniz
Beijo leve triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
(Solo)
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Em especial para a Eunice (10ºG) e para o Ricardo Lima (12ºE)... duas vozes que mostrarão em breve o seu talento a toda a Escola! Gosto muito de vocês! E sei que o sabem... que o sentem... :)
CC
quinta-feira, 10 de abril de 2008
«Felizmente há Luar!»
(A imagem foi trabalhada e colocada por mim, Catarina! Espero que gostes... acho-a um 'espelho' de ti! Beijinho. CC)
Quero dedicar este pequeno texto a uma pessoa que me apoiou, e para quem o luar é a sua escapatória... para não cair nas profundezas da noite.
"Recordas-te das nossas mini férias? Pois é exactamente disso que vou falar...
Naquela noite, depois de irmos jogar bowling, em que já estava 'de rastos', chegámos a casa e eu fui a correr para a casa-de-banho. Não tinha bebido nada, nem estava com vontade de o fazer, sentei-me no chão daquela mini casa-de-banho e chorei. Ouvia-te, tal como aos outros dois, a perguntarem-se o que é que eu tinha. Estive ali uns 15 minutos a chorar convulsivamente.... foi então que te chamei.
Sentaste-te exactamente à minha frente (conseguem imaginar uma mini casa-de-banho? Agora imaginem duas 'malucas' sentadas no chão), eu não queria chorar mas foi mais forte do que eu... Olhavas-me com um olhar muito expressivo, na tentativa de saber o que se passava, e por entre soluços e lágrimas tentei explicar-te. Parei de chorar por momentos... e a primeira coisa que me disseste foi:
- Há quanto tempo não choravas? Não precisas de responder, chora, precisas mesmo de chorar!
E chorei como se não houvesse amanhã...
Começaste a dizer piadas, eu própria gozava comigo, e entre as lágrimas, soltava gargalhadas nervosas, mas rapidamente retomava o choro. Estava de rastos, e tu ali. Foste buscar um licor beirão com gelo para as duas.
Bebi um golo e acalmou-me, aí sim consegui explicar-te a história mais calmamente, ainda com lágrimas a correrem-me pela cara, perguntei-te por várias vezes o que é que estava cá a fazer. Tu não me respondias, só dizias para eu me acalmar.
Quando viste que eu estava mais calma disseste:
- «Bora pa sala»! eles estão preocupados, adoram-te e precisam de ti, tal como eu, tu não estás sozinha. Somos poucos mas bons, a tua vida vais mudar acredita nisso!
Fomos lá para fora, para a sala e passado um tempinho fui até a rua, olhei para a lua, e pedi que me ajudasse. Não raparei que a Vanessa vinha atrás de mim, perguntou-me se estava bem. Apenas lhe respondi que ainda bem que a lua existe, é como se fosse muitas vezes a minha salvação.... voltei para a sala e senti que realmente não estou sozinha..."
Queria dedicar esta minha história a 3 pessoas muito importantes para mim:
A Vanessa Costa, que é um doce e já teve a sua dose...
Ao Nelinho, que mesmo depois de tudo me apoia e não me deixa para trás...
Mas em especial..à Joana Duarte, mais conhecida como pitah. Esta miúda tem sido a minha companheira no pior e no melhor... foi ela que não me largou... e muitas vezes sou agressiva ao falar com ela e tudo mais... mas quero que saiba o quanto gosto dela... obrigado sua desnaturada... Adoro-te miúda...
Beijos a todos...
sexta-feira, 14 de março de 2008
FELIZMENTE HÁ LUAR!
“Felizmente há Luar” é hoje um clássico da literatura dramática portuguesa. Com esta peça e o “Render dos heróis” de José Cardoso Pires dá-se início a uma corrente de teatro narrativo de influência Brechtiana que na segunda metade do século XX veio a ter seguidores em Portugal, entre os quais se contam Romeu Correia, Bernardo Santareno, Fernando Luso Soares, Helder Costa, etc.
A partir da obra de Raul Brandão “Vida e Morte de Gomes Freire” Luis de Sttau Monteiro mostra-nos o reino de Portugal sob o domínio dos ingleses que ocuparam o país no seguimento da vitória sobre as invasões francesas. A ditadura de William Beresford, o “aliado” ocupante, serve a Sttau Monteiro para mostrar os mecanismos de denúncia e traição que os regimes ditatoriais sempre fomentam e assim aproximar aquele período do século XIX da ditadura de Salazar sob a qual viveu.
A obra escrita em 1961 aproxima Gomes Freire de Andrade de Humberto Delgado, candidato da oposição a Salazar, que como o primeiro acaba assassinado pelo regime a que se opôs.
A peça faz assim, tal como o teatro fez sempre, uma transposição de tempos. Mostra-se o que se passou para que todos compreendamos melhor o que se passa. Assim fizeram os trágicos gregos indo buscar matéria à Guerra de Tróia e ao ciclo Tebano, assim fez Shakespeare indo estudar as crónicas dos antigos reis, assim fez Kleist, Victor Hugo, assim fez Brecht, Heiner Müller, etc, etc.
No início, a peça mostra-nos o ambiente que precede a revolta que, a triunfar, trará de volta o rei D. João VI a Portugal e promulgará uma monarquia constitucional. Intrigas, denúncias, mas também o povo esperançado a avançar na sua luta. O ritmo é rápido, através do qual são apresentados os vários grupos sociais que estão em jogo e termina com a prisão de Gomes Freire de Andrade.
Segue-se o desânimo geral devido à prisão do General. Tal como no tempo de Salazar a polícia actua sobre os civis evitando que a revolta se propague. Matilde, a mulher de Gomes Freire de Andrade, (interpretada no espectáculo por Maria do Céu Guerra) personagem que embora tendo existido realmente, é na peça romantizada e enfatizada pelo autor que lhe confere o papel da corajosa protagonista que tudo arrisca para salvar o “seu herói” com quem partilhou amor, vida e convicções durante muitos anos. O ritmo deste acto é mais lento, mais trágico, mais belo. Tudo caminha para a fatalidade. O herói será sacrificado. No fim só nos resta esperar que o heroísmo do grande patriota dê frutos e exemplo na resistência à tirania.
No silêncio o povo avança…
Maria do Céu Guerra
O Intelectual e o seu Tempo
Há peças que marcam uma época. É o caso de “Felizmente há luar!” de Luís de Sttau Monteiro.
Foi escrita nos anos de brasa que foram o início dos anos 60 e no rescaldo da burla eleitoral que entronizou o medíocre marinheiro Américo Tomás no posto de Presidente da República roubando ao povo português a sua indiscutível escolha, o general Humberto Delgado.
A peça foi publicada e alcançou grande êxito, aliás previsível, dado o paralelismo entre a perseguição ao general Gomes Freire de Andrade e ao general que tinha entusiasmado o país anunciando que “Obviamente” iria demitir o Presidente do Conselho se fosse eleito.
Claro que a Censura proibiu a sua exibição e o autor passou a sofrer o anátema de ser anti-regime, venerado, atento e obrigado.
A resposta de Sttau Monteiro foi clara e sem equívocos. Não perdeu a arma que era a sua pena e não abrandou a luta nem a coragem.
E, por isso, teve a normal resposta do ditador Salazar: perseguições e prisão.
É bom lembrar a acção exemplar deste género de intelectuais, hoje espécime raro em Portugal e no mundo dito civilizado.
Na linha de Zola, Romain Roland, Stefan Zweig e tantos outros, era um intelectual comprometido com o seu tempo.
Helder Costa
Pode consultar aqui o guião pedagógico do espectáculo feito em parceria com o Ministério da Educação
Ficha Artística e Técnica
Texto Luis de Sttau Monteiro
Encenação: Helder Costa
Elenco: Maria do Céu Guerra, Jorge Gomes Ribeiro, Luis Thomar, Pedro Borges, Rita Fernandes, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana Costa
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Adereços: Luís Thomar
Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Rui Mamede
Apoio Técnico: José Carlos Pontes
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Secretariado: Maria Navarro
Costureira: Inna Siryk
Montagem: Mário Dias
Bilheteira: Sandra Filipe, Hugo Quinta
Cartaz: Rita Lello, Elsa Lourenço
Fotografias: Tânia Araújo / MEF
Fotografia Cartaz: Uwe R. Zimmer
sábado, 8 de março de 2008
unicamente especial
Hoje decidi escrever para aqueles que simplesmente marcaram a minha vida, de uma maneira inexplicável, aqueles que por algum motivo me fazem sentir feliz, única importante .
Posso estar no sitio mais escuro, frio, assustador , mas tudo muda desde o momento que vos encontro aqueles espaço assustador torna-se num lugar lindo e iluminado.
Pois as pessoas é que fazem os lugares, não são os lugares que fazem as pessoas.
Obrigado por existirem na minha vida…
para:
Meu amor
sara
natacha
Joana
Patrícia
Rinas
Bilauzinho
Florirasca :D
Nemo
David
Nelson
Samuu
Teixeira
bernado
By: patrícia vieira 12º D
sexta-feira, 7 de março de 2008
Eterna Saudade
Catz 12ºE Nº2
