quinta-feira, 8 de maio de 2008

SerEnidade

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
Fernando Pessoa
Luis Lanção 12F

quinta-feira, 1 de maio de 2008

«Com as palavras todo cuidado é pouco, mudam de opinião como as pessoas. (...) Porque as palavras, se não o sabe, movem-se muito, mudam de um dia para o outro, são instáveis como sombras, sombras elas mesmas, que tanto estão como deixaram de estar, bolas de sabão, conchas de que mal se sente a respiração, troncos cortados.»

As Intermitências da Morte, José Saramago, 2005


Joana Baltazar 12ºB
Memorial do Convento

“Memorial do Convento”, publicado em 1982, é um dos mais conhecidos romances de José Saramago. A história desta obra centra-se na construção do Convento de Mafra, durante o reinado de D. João V (século XVIII). Esta construção decorreu em cumprimento da promessa do rei de construir um convento em Mafra para os franciscanos, caso a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse um herdeiro. Esta narração é intercalada com a história de Baltasar (um operário que participou na construção do convento) e de Blimunda, a sua mulher, assim como, do padre Bartolomeu de Gusmão que queria voar.


«Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. Mas são também os sonhos que lhe fazem uma coroa de luas, por isso o céu é o resplendor que há dentro da cabeça dos homens, se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu.»

Memorial do Convento, José Saramago, 1982


Joana Baltazar 12ºB

sábado, 26 de abril de 2008

JOSÉ SARAMAGO

«O que há (...) são livros em que eu, como cidadão, como pessoa que sou, diante do tempo, diante da morte, diante do amor, diante da ideia de Deus existente ou não, diante das coisas que são fundamentais (e continuarão a ser fundamentais), procuro colocar o conjunto de dúvidas, de inquietações e de interrogações que me acompanham.»

José Saramago, «falando da sua obra», in Jornal de Letras, Lisboa, 1998
cc

segunda-feira, 21 de abril de 2008

saudades


olá...tenho muitas saudades da minha turminha,só ai sabia que tudo corria bem quando estavamos todos juntos era uma alegria...A "mamã" depois mostrava qual o caminho a seguir...foram os melhores três anos de português da minha vida...Com todos do 12ºF e 12ºE e claro a "mamã" que saudades que eu tenho suas, sempre "aqui" para tudo... As minhas aulas de português ficarão sempre na minha amiga memória, o nosso abraço de grupo na aula que o luís foi o nosso centro de atenções...Só ele fez chorar e rir toda a turma e assim se fazem os amigos para a VIDA...gosto muito de todos e tenho muitas saudadinhas vossas.

Desculpem a invasão!! BEIJINHOS E ABRAÇOS

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Em torno de um só momento!

E de pensar que poderia eu ter sido feliz a olhar para o céu e imaginar...
Para quê alicerçar aos meus sonhos mais 2 segundos de espera? Para quê continuar a aquecer as infímas esperanças?
A verdade é que as (minhas) estrelas vão deixando, uma a uma, de brilhar e múltiplas sombras atacam e marcam o encanto que me dá cada linha daquele rosto!

Continuo de boca amordaçada...
Continuo com as mãos amarradas...
Continuo a ter frio...



Ricardo Lima 12ºE Nº 12


(a bad day...)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

«DEIXA QUE TE LEVE... ASSIM... TÃO LEVE»


Paulo Gonzo & Lúcia Moniz
Beijo leve triste

Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei

Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo

Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio

Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste

Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos

Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste

(Solo)

Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste

Em especial para a Eunice (10ºG) e para o Ricardo Lima (12ºE)... duas vozes que mostrarão em breve o seu talento a toda a Escola! Gosto muito de vocês! E sei que o sabem... que o sentem... :)

CC