As Intermitências da Morte, José Saramago, 2005
Joana Baltazar 12ºB

Paulo Gonzo & Lúcia Moniz
Beijo leve triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
(Solo)
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Em especial para a Eunice (10ºG) e para o Ricardo Lima (12ºE)... duas vozes que mostrarão em breve o seu talento a toda a Escola! Gosto muito de vocês! E sei que o sabem... que o sentem... :)
CC
(A imagem foi trabalhada e colocada por mim, Catarina! Espero que gostes... acho-a um 'espelho' de ti! Beijinho. CC)
"Recordas-te das nossas mini férias? Pois é exactamente disso que vou falar...
Naquela noite, depois de irmos jogar bowling, em que já estava 'de rastos', chegámos a casa e eu fui a correr para a casa-de-banho. Não tinha bebido nada, nem estava com vontade de o fazer, sentei-me no chão daquela mini casa-de-banho e chorei. Ouvia-te, tal como aos outros dois, a perguntarem-se o que é que eu tinha. Estive ali uns 15 minutos a chorar convulsivamente.... foi então que te chamei.
Sentaste-te exactamente à minha frente (conseguem imaginar uma mini casa-de-banho? Agora imaginem duas 'malucas' sentadas no chão), eu não queria chorar mas foi mais forte do que eu... Olhavas-me com um olhar muito expressivo, na tentativa de saber o que se passava, e por entre soluços e lágrimas tentei explicar-te. Parei de chorar por momentos... e a primeira coisa que me disseste foi:
- Há quanto tempo não choravas? Não precisas de responder, chora, precisas mesmo de chorar!
E chorei como se não houvesse amanhã...
Começaste a dizer piadas, eu própria gozava comigo, e entre as lágrimas, soltava gargalhadas nervosas, mas rapidamente retomava o choro. Estava de rastos, e tu ali. Foste buscar um licor beirão com gelo para as duas.
Bebi um golo e acalmou-me, aí sim consegui explicar-te a história mais calmamente, ainda com lágrimas a correrem-me pela cara, perguntei-te por várias vezes o que é que estava cá a fazer. Tu não me respondias, só dizias para eu me acalmar.
Quando viste que eu estava mais calma disseste:
- «Bora pa sala»! eles estão preocupados, adoram-te e precisam de ti, tal como eu, tu não estás sozinha. Somos poucos mas bons, a tua vida vais mudar acredita nisso!
Fomos lá para fora, para a sala e passado um tempinho fui até a rua, olhei para a lua, e pedi que me ajudasse. Não raparei que a Vanessa vinha atrás de mim, perguntou-me se estava bem. Apenas lhe respondi que ainda bem que a lua existe, é como se fosse muitas vezes a minha salvação.... voltei para a sala e senti que realmente não estou sozinha..."
Queria dedicar esta minha história a 3 pessoas muito importantes para mim:
A Vanessa Costa, que é um doce e já teve a sua dose...
Ao Nelinho, que mesmo depois de tudo me apoia e não me deixa para trás...
Mas em especial..à Joana Duarte, mais conhecida como pitah. Esta miúda tem sido a minha companheira no pior e no melhor... foi ela que não me largou... e muitas vezes sou agressiva ao falar com ela e tudo mais... mas quero que saiba o quanto gosto dela... obrigado sua desnaturada... Adoro-te miúda...
Beijos a todos...
* CLÃ - LADO ESQUERDO*